medicina preventiva
Saúde, Saúde populacional, Saúde suplementar

Medicina preventiva: o que é e para que serve

A medicina preventiva, como o nome já indica, é a especialidade médica responsável por evitar o avanço de doenças, reduzir o impacto de enfermidades na saúde das pessoas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes que já têm doenças avançadas.

Esse conceito surgiu no século XX, como um movimento que mudaria o foco da prática médica, que até então se concentrava exclusivamente no tratamento de doenças. A partir daquele momento, foi possível trazer uma perspectiva voltada à promoção da saúde.

Neste artigo, vamos debater sobre a importância da medicina preventiva, qual é o seu papel nas empresas e a sua influência nos custos assistenciais em saúde. Confira!

A importância da medicina preventiva

De acordo com o Caderno de Atenção Primária do Ministério da Saúde, “prevenção é todo e qualquer ato que tem impacto na redução de mortalidade e morbidade das pessoas”. Segundo a pesquisa do SBPC/ML, 72% dos pacientes com doenças crônicas só descobriram seu problema após o aparecimento de sintomas, o que é um sinal de que a patologia já está instalada.

Os dados apontam que a população não está realizando exames clínicos e laboratoriais básicos como forma de prevenção, mas sim de diagnóstico. Isso gera uma série de custos e impactos no sistema de saúde, que tem um gasto com tratamento de doenças sete vezes maior do que com pacientes saudáveis, segundo apontamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Inicialmente, as práticas de medicina preventiva estavam diretamente associadas à gestão da saúde pública, mas com o passar do tempo elas foram adotadas também pela saúde suplementar. Hoje em dia, os especialistas em saúde apontam que isso pode ser uma resposta ao envelhecimento populacional e o aumento do domínio de doenças crônico-degenerativas.

Além de elaborar meios para melhorar a qualidade de vida dos indivíduos, a medicina preventiva traz impactos financeiros e mercadológicos para as operadoras de saúde, que fazem parte de todo o processo desta implementação.

Cada vez mais, programas melhor estruturados ganham força para promover a saúde, e por isso a especialidade tem uma importância crescente para as operadoras. Em relação aos benefícios, o setor de planos de saúde tem redução de custos assistenciais e a melhora de condições de saúde dos beneficiários. No fim, as operadoras geram mais satisfação e fidelização com os clientes, e também têm mais um atrativo para promover a venda de planos coletivos.

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O papel da medicina preventiva nas empresas

Atualmente, muitas das doenças que atingem a população são causadas por maus hábitos, seja por sedentarismo, consumo excessivo de álcool, má alimentação e, principalmente, estresse. Isso afeta não só a saúde da pessoa em questão, mas também sua relação com o trabalho.

Em uma empresa, é relativamente comum ter colaboradores que adoecem devido ao estresse, sobrecarga de trabalho e más condições do ambiente. Com o objetivo de ter cada vez menos esse tipo de ocorrência, algumas empresas têm aderido às práticas da medicina preventiva.

Além dos benefícios óbvios que pode trazer aos colaboradores, a especialidade auxilia a própria organização com a redução de custos e aumento de produtividade, já que o seu desempenho pode promover melhor qualidade de vida no ambiente de trabalho.

Custos assistenciais e níveis de prevenção

As operadoras de saúde sofrem o impacto do uso excessivo de serviços médicos pelos beneficiários, o que aumenta consideravelmente os custos assistenciais. Essa demanda reflete a importância de um trabalho mais intenso de Promoprev (promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças).

As práticas de medicina preventiva e os programas de Promoprev são duas das principais maneiras de reduzir os custos assistenciais. Assim, as operadoras têm recursos para auxiliar os beneficiários a se manterem saudáveis e incentivar os doentes crônicos a participar de programas que podem contribuir para sua qualidade de vida.

Essa abordagem é muito importante levando em consideração que um terço da população já sofre de pelo menos uma doença crônica, de acordo com o IBGE. Segundo estimativas, isso corresponde a 70% dos gastos com saúde no país.

A medicina preventiva se mostra ainda mais eficaz na redução de custos com recursos para doenças crônicas. Os exames já são mais baratos que os tratamentos, mas além disso a prevenção também ajuda a reduzir os gastos com procedimentos ambulatoriais.

Para desenvolver ações voltadas para a redução dos custos assistenciais em saúde, são utilizados três níveis de atenção na medicina preventiva. São eles:

Prevenção primária – focada em indivíduos saudáveis. Trabalha para a redução de fatores de risco e para impedir o desenvolvimento de doenças. Os principais recursos incluem palestras educativas, campanhas de imunização, verificação do IMC e risco cardiovascular, além de orientações gerais de saúde dentro das empresas clientes.

Prevenção secundária – voltada aos beneficiários que já foram diagnosticados com alguma doença crônica, mas sem grandes sintomas ou complicações. O objetivo é promover o diagnóstico e tratamento precoces, com intenção de interromper a evolução da enfermidade e evitar sequelas. Aqui, são organizados programas de saúde e grupos de apoio que reúnem estes pacientes, para aprenderem a conviver com a doença e trocar experiências com pessoas que se encontram na mesma realidade.

Prevenção terciária – atua diretamente nos portadores de doenças crônicas em estágio avançado, com a finalidade de reduzir a progressão de complicações e possibilitar o aumento da qualidade de vida do indivíduo. As principais estratégias utilizadas pelas operadoras são o atendimento domiciliar e o home care, que cortam os custos de diária de internação e uso da oxigenoterapia.

Leia também: Como são produzidas as vacinas?

E aí, curtiu o tema de hoje? Qual é a sua opinião sobre as práticas da medicina preventiva? Conta pra gente! 😉

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