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Saúde, Vacinação

Qual é a importância da vacinação para o Brasil?

O pacto social de vacinação é de extrema importância para a saúde da população brasileira. Graças ao eficiente programa de vacinação nacional, diversas doenças puderam ser controladas, como Sarampo, Meningite, Difteria, Tétano, Paralisia Infantil, Caxumba, Rubéola, Coqueluche e Hepatite.

Com o avanço científico e médico, foi possível minimizar drasticamente os índices dessas e de outras doenças que impactavam milhares de pessoas anualmente até a metade do século XX.  Todavia, o quadro vem se revertendo gradualmente através da disseminação de informações falsas e sem qualquer embasamento científico.

O movimento anti-vacina está crescendo exponencialmente em todo o território nacional, o que levou a população do Brasil a enfrentar a maior queda em vacinações do mundo durante o ano passado. Os dados ainda apontam que cerca de 800 mil crianças deixaram de ser vacinadas contra a Coqueluche, Difteria e Tétano.

A contaminação de grande parte das doenças preveníveis através da vacinação se dá pelo contato com objetos contaminados ou fluidos que alguém já contaminado expele ao tossir, espirrar ou até mesmo falar. Sem a vacina, a circulação dessas doenças aumenta, pois ao escolher estar desprotegido, o indivíduo coloca a própria saúde em risco, além de ameaçar o bem estar de familiares, amigos e outras pessoas com quem tem contato. 

Vacinação contra o COVID-19

Com a aprovação de uso emergencial de vacinas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), teve início a campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Com uma perspectiva positiva, a expectativa é imunizar toda a população, visto o sucesso das imunizações em outros locais do mundo, como em Israel, onde a taxa de contágio baixou para 0,01% após a aplicação das vacinas. 

A princípio, duas vacinas foram aprovadas para o território nacional: a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, e a vacina de Oxford-AstraZeneca, fornecida pela Fiocruz. Em um primeiro momento, a imunização começa por grupos prioritários, que incluem os profissionais de saúde atuantes na linha de frente de combate à pandemia, indígenas aldeados e idosos que estão em instituições de longa permanência.

Isso se deve, principalmente, ao caráter emergencial do uso da vacina, além de sua baixa oferta. A emergencialidade é paliativa, de caráter temporário, enquanto a baixa disponibilidade se deve à produção defasada pelos atrasos na entrega do ingrediente farmacêutico ativo (IFA). 

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Confira algumas informações importantes sobre a vacinação contra a Covid-19:

  • A vacina demora cerca de 15 dias para conferir proteção após a aplicação da segunda dose, segundo estudos clínicos fase 3 da CoronaVac e da vacina de Oxford-AstraZeneca demonstram;
  • As vacinas funcionam contra as formas graves da doença, mas não previnem a infecção e a transmissão. Portanto, mesmo pessoas vacinadas precisam manter a prevenção com o uso de máscaras, higienização frequente das mãos e distanciamento social;
  • Não existem dados sobre intercambialidade entre vacinas, o que não garante a segurança em tomar doses de produtores diferentes; 
  •  Atente-se aos prazos que serão determinados pelo governo e siga-os à risca. Em caso de esquecimento ou atraso, Kfouri afirma que o ideal é procurar o serviço de saúde para receber o imunizante o mais rápido possível. “É preciso procurar respeitar o esquema vacinal. Mas, mesmo com atraso, é melhor tomar a segunda dose do que não tomar”, recomenda.
  • A Anvisa conferiu autorização para a compra e distribuição das vacinas exclusivamente em rede pública. Ainda não existe oferta de vacinas na rede privada, uma vez que isso depende do registro oficial na Anvisa e da oferta dos produtores.

Como funcionam as vacinas?

As vacinas podem ser de dois tipos: inativadas ou atenuadas. Em ambos os casos, elas transportam microrganismos da doença para o nosso corpo. Isso incentiva o nosso sistema imunológico a reagir e produzir anticorpos contra os agentes causadores dessas doenças.

As vacinas inativadas funcionam com partes de organismos infecciosos (como proteínas) que não estão mais vivos. Isso faz com que nosso corpo produza anticorpos de defesa à doença sem de fato adoecermos. É comum, nesse tipo de vacinação, a administração de várias doses. 

Já as vacinas atenuadas trazem os organismos causadores de enfermidades ainda vivos pro nosso corpo, mas antes eles são manipulados em laboratório para que fiquem fracos a ponto de não desenvolverem a doença em seres humanos saudáveis. Assim, carregam as principais características necessárias para a imunização, sendo um tipo de vacina com resultado duradouro que, geralmente, não precisa de muitas doses.

Afinal, vacinar é seguro?

Sim. Antes de ser licenciada, a vacina passa por diversos crivos em sua fase de avaliação. Quem avalia se a vacina é segura ou não no Brasil é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É comum que vacinas provoquem febres baixas ou dor no local da aplicação, embora os leves efeitos colaterais aconteçam em apenas algumas pessoas.

Quando vacinar?

Desde o nascimento. Existem vacinas que devem ser aplicadas em diversas fases da vida. O Ministério da Saúde desenvolveu um calendário de vacinação que contempla recém-nascidos, crianças, pré-adolescentes e adolescentes, adultos, idosos e, ainda, vacinas específicas para gestantes.

É importante pedir a orientação do seu médico sobre quais vacinas tomar e quando devem ser administradas. Os recém-nascidos devem receber nove tipos de vacina. Como a quantidade é grande, profissionais da saúde são responsáveis por desenvolver o esquema de vacinação.

Diversos adultos deixam de se vacinar por desconhecerem a situação do seu cartão de vacinação. É importante manter as informações do cartão atualizadas, porém as recomendações médicas de indicações por idade devem ser seguidas e a imunização deve ser realizada.

Leia também: Expectativas para vacinação contra o COVID-19 no ambiente corporativo

E aí, curtiu saber mais sobre a vacinação no Brasil? Continue acompanhando nossos conteúdos aqui no blog! 

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