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Coronavírus, COVID-19, Pandemia, Vacinação

Um ano de pandemia: estamos perto do fim?

O dia 11 de março de 2020 foi marcado pelo decreto de pandemia global pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com 4.291 mortes provocadas pelo Coronavírus ao redor do mundo. Naquele dia, Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, declarou que os países deveriam adotar estratégias para salvar vidas e minimizar os impactos da doença.

Um ano depois, ainda vivemos sob a ameaça do Covid-19, agora com novas variantes. Segundo especialistas, a contenção da pandemia é dependente do respeito pelas medidas de restrição e o acesso à vacinação, mas o prazo para o fim ainda é incerto.

Continue lendo este artigo para conferir as últimas notícias sobre o contexto atual do Coronavírus e quais são as perspectivas para conter a disseminação do vírus.

Descontrole da pandemia

Desde o início de fevereiro, o Brasil está com média móvel de mortes pelo vírus acima de 1 mil por dia. A cada semana, o país ultrapassa o último número de óbitos, e a tensão aumenta gradativamente. 

Na semana anterior (03.03.2021), foi registrado o maior número de mortes nacionais em 24 horas. 1.910 pessoas faleceram por complicações do Coronavírus. Sete dias depois, na última quarta-feira (10.03.2021), o Brasil teve o maior número de óbitos do mundo desde o início da pandemia, com 2.286 vítimas em um único dia.

Os Estados Unidos ocupam o 2º lugar no ranking, com 1.343 vidas perdidas, seguido pelo México, com 866 mortes e a Rússia, com 466. Ao todo, são 2.631.694 óbitos no mundo (contabilizados até o momento – 12.03.2021), sendo 272.889 só no Brasil.

Agravada por reuniões de fim de ano e feriado do carnaval, a segunda onda de contágios se intensifica e, além de ter feito a contagem de vítimas beirar a 300 mil, também põe em risco qualquer avanço na economia desde o primeiro pico, entre março e abril de 2020.

Com esse cenário, nem mesmo a OMS consegue trazer uma perspectiva sobre quando poderemos declarar o fim da pandemia. O órgão não pôde, até o momento, delimitar os critérios de determinação desse encerramento. Em 1º de março, o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, afirmou que o vírus continua ativo.

— Seria muito prematuro, e eu diria carente de realismo, pensar que vamos acabar com o vírus até o final deste ano (2021). Mas acho que o que podemos interromper, se formos inteligentes, são as hospitalizações, mortes e tragédias que esta pandemia traz — declarou em entrevista coletiva, ressaltando que o objetivo da OMS é diminuir os níveis de contágio e ajudar a prevenir o surgimento de variantes.

Mesmo com o recorde no número de mortes, agências de viagem seguem oferecendo pacotes para os próximos feriados nacionais, e as buscas por promoções na internet continuam aumentando à medida que as pessoas se rendem ao cansaço e banalizam as medidas restritivas.

Em sites de viagem, pacotes intitulados como “Escapadas para o Feriadão” são os mais acessados, com destaque para o Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Florianópolis e Fortaleza, sem nenhuma informação sobre as condições sanitárias dos municípios.

Em Santa Catarina, por falta de leitos, diversos pacientes foram transferidos para outros estados, como Espírito Santo. A situação se repete em Rondônia, no Amazonas e no Maranhão. No entanto, há cenários mais graves em que nem mesmo a transferência de pacientes é viabilizada.

No Rio Grande do Sul, as UTIs seguem lotadas por 11 dias seguidos até o momento, atingindo a marca de 107% de ocupação dos leitos de UTI nos hospitais, o que representa a maior taxa já registrada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Segundo a avaliação do epidemiologista Paulo Lotufo, “o que precisamos é fechar vários locais e tomar algumas atitudes futuras. Estamos a 15 dias da Semana Santa e está cheio de pacotes de viagem à venda. Do jeito que está, a tragédia vai continuar”, afirma o professor de Medicina da USP.

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Quando vai acabar?

Diferente de outros vírus, para combater o Covid-19 parte da população precisa passar por uma mudança de comportamento. Com o avanço cada vez mais preocupante da pandemia, ainda faltam hábitos restritivos para muitas pessoas, como sair de casa apenas para o indispensável, utilizar máscaras de proteção e intensificar os hábitos de higiene.

As autoridades sanitárias sofrem com a dependência da conscientização para o controle do contágio, e cada vez mais se vê a normalização do funcionamento de serviços não-essenciais.

Especialistas ressaltam a necessidade de um lockdown nacional para conter a disseminação do Coronavírus, mas alertam que os efeitos da medida só seriam sentidos depois de pelo menos um mês do decreto.

— Precisaríamos de um lockdown de um período mínimo de 21 dias só para podermos impedir a circulação de pessoas que já estão contaminadas, porque muitas se contaminaram recentemente e ainda nem desenvolveram os primeiros sintomas — explica a epidemiologista Ethel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo — O Brasil investiu em uma estratégia equivocada. Abriu leitos e hospitais de campanha, mas não impediu as pessoas de se infectarem. Nós não fizemos a prevenção do país nesta pandemia.

Segundo Isaac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede de Análise Covid-19, além da vacinação, o lockdown é fundamental para o país nesse momento. “Baseado no que vimos na Europa, os lockdowns que melhor funcionaram foram os que duraram em torno de 30 a 35 dias. Quando o governo parte para essa iniciativa, geralmente é porque a situação já está fora do controle. Por isso a medida leva, em muitos casos, pelo menos 60 dias.” 

— Infelizmente, apesar de termos experiência e capacidade para vacinação, o número de doses é muito pequeno para ter o impacto esperado. Não conseguimos vacinar nem os idosos ainda, e a população tem tido uma adesão cada vez menor às medidas comportamentais — destaca a Flúvia Amorim, superintendente de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO) — a curto prazo, o único método que temos para diminuir o número de mortes nas próximas semanas é priorizar o isolamento social e a aceleração da vacina. Nós não temos outra alternativa — revela em entrevista à Rádio Bandeirantes Goiânia, na manhã desta sexta-feira (12.03).

Faça a sua parte

Por enquanto, não existe uma previsão segura para o fim da pandemia, e a tendência é que esse cenário se mantenha por alguns meses. Por isso, mais do que nunca precisamos valorizar as medidas recomendadas pela OMS para a prevenção do Covid-19. Confira algumas delas:

  • Lave as mãos com água e sabão ou higienizador à base de álcool para matar vírus que podem estar nas suas mãos.
  • Mantenha pelo menos 1 metro de distância entre você e qualquer pessoa que não seja do mesmo convívio residencial.
  • Evite tocar nos olhos, nariz e boca. As mãos tocam muitas superfícies e podem ser infectadas por vírus. 
  • Certifique-se de que você e as pessoas ao seu redor seguem uma boa higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com a parte interna do cotovelo ou lenço quando tossir ou espirrar (em seguida, descarte o lenço usado imediatamente). 

Leia também: Como são produzidas as vacinas?

Com tudo isso em evidência, o que você está fazendo para conter a disseminação do Coronavírus? Quando você acha que será o fim da pandemia? Deixe sua opinião nos comentários 💬

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